Transição

Assim, de susto, decidimos mudar. Mudar tudo!
Mudar de casa… Mudar de cidade…
É quase como mudar de vida. E mudamos porque a vida mudou. Ou porque queremos que ela mude.
Sonhar já não tem nos bastado.
Mas não se escolhe rotas novas sem deixar caminhos antigos pra trás. Não é possível encher nossas malas de novos sonhos, sem deixar nossa alma livre.
Não sei muito o que esperar, nem me importo.
Estou indo.
Ando muito plateia de mim mesma.
Quero mais é me assistir feliz ao final do dia.
E daí que, de repente, nossas convicções começam parecer endurecidas demais?
E daí a gente sentir uma vontade imensa de rever nossas ideias, de olhar por outro ângulo, de nos dar outra chance, de ignorar os julgamentos e de ser feliz?
Porque sim, eu sei ser feliz. E se as vezes tenho um furacão incontrolável dentro de mim, repito pra mim mesma que nunca nada é para sempre!
Tudo muda, e é como se finalmente todas as coisas fizessem sentido, como se todos os caminhos tivessem tido um porquê. Todos. Toda a história.
E se as coisas demoram, é porque tudo tem seu tempo certo de acontecer.
A gente se prepara pra isso sem saber.
E de repente o maior risco que corremos é o de ser feliz.

Stella Verçosa

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.” (Fernando Teixeira de Andrade)

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