Apaixone-se pela vida

domingo, 10 de junho de 2007 by Stella

O verdadeiro sentido e a verdadeira motivação para a vida é a paixão.
Estar apaixonada e me apaixonar a cada dia.
Hoje eu afirmo com toda a certeza que ninguém deveria passar a vida sem ter uma grande paixão. E não estou falando só no sentido de relacionamentos. Ter uma paixão é ter algo ou alguém que alimente a vida, que traga esperança, que motive a lutar, que muitas vezes faça perder o juízo, mas que sempre traga prazer. É ter com que sonhar. Algo que motive a levantar dia após dia com o sorriso nos lábios e com o brilho no olhar. Algo que empolgue. É refletir em seus olhos e em suas ações emoção pelo que está realizando.

E a vida oferece tantas oportunidades. Pode ser uma música, um livro, uma viagem, uma criança, um alguém. O melhor nisso tudo é que podemos ter uma ou várias paixões, e elas podem mudar também. Hoje minha paixão é escrever, mas amanhã pode ser dançar e depois pode ser apenas ver o sorriso de alguém que quero bem.

Paixão se mistura com sonho. Sonho é algo que nos faz rir, chorar, fazer planos e nos emocionam até a alma. Paixão é sentir o coração disparar quando pensamos ou lembramos de algo. É ir dormir e acordar pensando nisso. É colocar tanta emoção naquilo que se faz, a ponto de inspirar outras pessoas.

Mas é difícil identificar uma verdadeira paixão. A maioria das pessoas faz por hobby, pois vivem em constante conflito entre razão e emoção. Mas um dia ela aparece, e não existe uma fórmula para fazer com que as coisas aconteçam, o importante é ir fazendo tudo com muita paixão e, de alguma forma, as coisas acabam acontecendo.

As pessoas que fazem sempre o que tem que ser feito, continuarão sempre no mesmo lugar. Mas as pessoas que fazem com paixão podem mudar o universo. “As maiores oportunidades da vida sempre escolhem a porta das pessoas apaixonadas pelo que fazem para ali entrarem e permanecerem” (Cesar Romão).

Apaixone-se pela vida e ela se apaixonará por você.

Stella Verçosa

borboleta

Amor Real

sábado, 28 de abril de 2007 by Stella

O amor se basta por um tempo. E todos afirmam que é o melhor tempo. Aquele tempo em que os dois não se desgrudam, que não conseguem ficar muito tempo sem ligar, só pra dizer oi, só pra saber como o outro está, ou dizer mais uma vez o quanto o ama. Aquele tempo de andar de mãos dadas, de dar beijo na boca sem se preocupar com mais nada. Aquele tempo que os olhos brilham tão forte e que o amor está impresso no sorriso. Aquele tempo que o amor é tão contagiante que chega a causar inveja às pessoas que passam perto. Aquele tempo em que tudo era sonho. Era sonho ter uma casa, ter filhos, um cachorro, festas em família. Aquele tempo acabou. Os sonhos tornaram-se reais, e junto com eles vieram as contas, os problemas, as dificuldades. Não dá mais pra se preocupar apenas com qual filme vão assistir no cinema, ou qual cartão vai dar no dia dos namorados. A preocupação agora é outra, a fatura do cartão de crédito, a escola dos filhos, a reforma da casa, o crescimento da empresa.

O amor continua, mas tudo é diferente agora, é difícil aceitar, porque a gente sente falta daquele friozinho na barriga, daquela inquietação no corpo e nos pensamentos. De ter como 1º e último pensamento do dia, aquela pessoa. Mas a gente amadurece e começa a perceber que simplesmente “um amor e uma cabana” não daria certo. Porque você quer seu sucesso profissional, você quer uma bela casa, um belo carro e proporcionar uma ótima educação para seus filhos. Você quer viajar e conhecer lugares diferentes. Você quer sair de vez em quando com os amigos. Você quer a vida real. O amor real. Aquele que vence todas as dificuldades juntos. Aquele que te acha linda quando você acabou de acordar com a cara amassada. Aquele que acredita que vai envelhecer ao seu lado, porque você é a melhor companhia que ele poderia imaginar. Aquele que consegue enxergar sua essência, o seu melhor. Aquele que respeita sua individualidade e compartilha seus sonhos. O amor real é um intercâmbio de experiências e sentimentos, e por isso é tão difícil. Diferente dos amores de contos de fadas você não consegue fabricar um amor real, e não adianta querer que ele caia de pára-quedas em seu colo. Quem quer o amor real, deve começar do começo, acreditar, ter muita paciência e estar pronto para todos os desafios que ele trouxer. Não são poucos e não são fáceis, mas a recompensa é indescritível.

Stella Verçosa

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Ser mãe! Ser filha!

quarta-feira, 28 de março de 2007 by Stella

Desde pequena, achava muito estranha aquela frase: “Ser mãe é padecer no paraíso”! Descobri recentemente uma nova: Ser pai é padecer no prejuízo (deve ser antiga porque hoje em dia tem muita mãe fazendo esse duplo papel). E essa palavra “padecer” sempre me intrigou e sempre achei muito feia. Sempre sonhei e imaginei como seria minha vida como mãe. Um dia, o momento chegou. Quando vi meu primeiro teste de gravidez “positivo”, tudo mudou completamente na minha vida. Foi um divisor de águas. Minha vida antes e depois de ser mãe. Toda a luta, todo o esforço, toda a vontade de viver bem e fazer desse mundo um lugar melhor. O sentido da vida se tornou claro pra mim naquele momento. E agora, estou aqui padecendo no paraíso, com minha “anjinha”.

Somente quando nos tornamos mães, aprendemos a amar incondicionalmente. Quando me tornei mãe, enxerguei minha mãe com outros olhos e percebi quantas mães existiam dentro dela. Percebi que ela tem um currículo de causar inveja a muita mulher com MBA, apesar de ter concluído o segundo grau com supletivo. Minha mãe sempre foi uma ótima psicóloga, descobria com o olhar se algo ia errado em nossas vidas. Era também excelente enfermeira, especializada em curar joelhos ralados. Advogada de primeira, sempre pronta a defender suas crias. Educadora sempre. Diplomata com grande sabedoria, sempre resolvia pacificamente meus conflitos com minha irmã. Médica honrada sabia qual o melhor remédio para nossas dores, mesmo sendo apenas dores da alma. Ela também era uma fantástica decoradora, sempre tinha um lugar especial para pendurar os quadrinhos que pintávamos na escola, as esculturas de argila, meio sem forma, que trazíamos orgulhosos da aula de educação artística. Sem falar nas toneladas de desenhos, arquivados. Mais recentemente descobri que é uma ótima Publicitária, adora fazer propaganda das filhas. Sem contar nas suas outras acumuladas funções: cozinheira, lavadeira, passadeira, etc.

Hoje me pego nas mesmas funções, exercendo os mesmos papéis. Deixando meu instinto de mãe falar mais alto. Hoje descobri que só aprendemos a ser filhos quando nos tornamos pais. Hoje meu currículo também começa a se tornar invejável. Mãe: período integral. Independente do que fazemos, nosso trabalho, nosso estudo, nosso lazer, nada substitui o prazer, o privilégio e a maior função que podemos acumular: Ser mãe!

Ser mãe é um privilégio de Deus, é amar sem precisar dizer, é amar sem querer nada em troca. Minha mãe é assim.

Minha homenagem pelo seu aniversário mãe! Te amo muito!

Stella Verçosa

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O charme do Outono

quarta-feira, 21 de março de 2007 by Stella

É estranho falar de estações do ano no Brasil, já que aqui as mudanças de estações são pouco perceptíveis. É fácil lembrar da chegada da Primavera, porque existem bailes e comemorações especiais pra isso. É a estação mais promovida, mais cantada em letras de músicas e que mais freqüenta os escritos poéticos. Mas quem realmente sabe quando começa o verão, o inverno? E do outono só temos na memória “São as águas de março fechando o verão…”, mas quando? Em vez de primavera, verão, outono e inverno, temos calor, calorão, calor insuportável e de vez em quando um friozinho e uma semaninha de frio insuportável. E acho essa semaninha de frio o suficiente. Adoro calor, adoro a primavera, adoro o verão. Mas é uma tremenda injustiça não perceber o charme do outono.

Dizem que os dias mais coloridos são os da primavera, mas vocês já perceberam o colorido do outono? As folhas se tornam amareladas, alaranjadas, avermelhadas, e cobrem o chão como um tapete acolhedor. O céu fica azulzinho. O calor vai se dissipando e vem o frescor do outono. A noite aparece mais rápido. Mas ao entardecer o azul dá lugar às nuances violetas, e nos presenteia com um pôr-do-sol de arrancar suspiros.

Temos um dos dois dias do ano em que a duração do dia é exatamente igual à duração da noite: 12 horas. É o Equinócio de Outono, que aqui no Brasil acontece dia 21 de março. O Outono, sempre foi conhecido na agricultura como o tempo da colheita. Ele representa a maturidade, época de experimentar a novidade de uma nova fase, de um novo processo, momento de administrar e reavaliar.

E podemos fazer tudo isso caminhando de folha em folha, brincando de estourá-las e ouvindo aquele gostoso e viciante “crec” que elas fazem.

“Sedução, frenesi
Sinto você assim, sensual, árvore
Espécie escolhida, pra ser a mão do ouro
O outono traduzir viver o esplendor em si…” (Djavan)

Stella Verçosa

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Meu currículo

sábado, 17 de março de 2007 by Stella

Eu Stella, cheguei por aqui nesse mundo dia 06 de julho de 1977. Sou assumidamente do século passado. Tenho 29 anos de vida e consequentemente 29 de experiência em Comunicação, embora pudesse considerar os 9 meses de gestação, mas minha memória dessa época é um tanto vaga. Carioca de nascimento, Mineira na infância, Araraquarense por uns 12 anos e Paulista há 6. Isso me proporcionou fluência em várias línguas: o arrastado do Rio de Janeiro, os “uais” de Minas, e os “orrrrrrrr” de Araraquara. O Paulista está na fase intermediária, ainda não consegui fluência nas gírias. Quando era pequena escrevia peças teatrais e ensaiava todos os primos e primas para as apresentações de dia das mães, pais, páscoa, natal, e daí por diante não parei mais de escrever. Escrevo em diário, caderno, blocos de anotações, guardanapos e onde mais puder, atualmente tento pôr minhas idéias malucas em um blog.

Passei por uma fase em que fiquei tímida demais para falar e comecei a me comunicar com o corpo, e dancei muitos tipos de dança, e continuo dançando até hoje, mesmo que só em frente o espelho. Explorei o lado criativo de algumas crianças da pré-escola por 3 anos e consegui trazer o brilho no olhar de outras tantas quando me dediquei aos projetos sociais. A arte de “enrolar” nas provas com requinte e sofisticação começou quando passei no vestibular da Unesp, após seis anos sem pegar em nenhum livro. O maior projeto que desenvolvi foi minha filha, linda. Já me comuniquei com todo tipo de seres, vivos, inanimados, objetos e até imaginários. Pessoas, animais, insetos, plantas, estrelas, televisão, geladeira, livros, espelhos… E acreditem, eles sempre deram respostas ao que eu buscava. Durante todos esses anos me especializei em uma autocomunicação, ou seja, falar comigo mesma, tento responder minhas próprias dúvidas, mas só consigo criar outras tantas.

Creio que sou culturalmente comum, leio, escrevo, adoro cinema, teatro, poesias e músicas com conteúdo. Acredito que muitos textos falam por mim e muitas músicas foram realmente inspiradas em mim. Conhecer a Grécia é meu sonho de consumo. Fazer um curso de fotografia também. Sou uma pessoa extremamente complexa para ser entendida, mas muito fácil para conviver. Não tenho TPM, ando sem pressa e sempre estou atenta a tudo. Não aprecio certezas absolutas muito menos rótulos de qualquer espécie. Acredito que não existe algo ou alguém tão simples a ponto de se resumir em uma ou duas expressões. Acredito que tudo pode melhorar, embora também ache que as pessoas têm que necessariamente estar dispostas a isso. Sempre me meto nos projetos e ideias mirabolantes, prefiro os bastidores à platéia. Gosto de conversas nonsenses, mas também de pensar sobre o mundo de modo mais sério. Acredito que a cultura inútil é um ótimo arquivo para novas ideias. Sou dona do meu próprio nariz, até pra decidir fazer uma plástica para mudá-lo.

Acumulei ensinamentos preciosos dos mestres que passaram em minha vida. Mas, como o mundo de hoje aprecia muito mais um diploma que a história de vida, resolvi dar um título à minha experiência. Agora posso ser encontrada todas as noites, de segunda a sexta, me dedicando ao 2º ano do curso de Publicidade e Propaganda. Consciente de que tenho muito que aprender sobre a vida, e principalmente que posso aprender muito com todas as pessoas que passam por ela. Sei que um dia deixarei de ser lagarta, e virarei uma bela borboleta. Mas por enquanto, quero um lugar especial para tecer o meu casulo. Alguém se habilita?

Stella Verçosa

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Pela absoluta falta de tempo

sábado, 17 de fevereiro de 2007 by Stella

Quase não achei tempo pra escrever esse texto. Talvez você não ache algum para lê-lo. E tenho certeza que nossa absoluta falta de tempo nada mais é do que uma desculpa. Atrás dela nos escondemos e nos esquivamos de muitas coisas. É a desculpa perfeita. Porque você acredita tanto nela, e porque passa muito tempo pensando e dizendo que falta tempo que ele começa a ficar escasso. E como todos vivem nessa mesma situação, um acredita na falta de tempo do outro. Consegue perceber como a desculpa ficou perfeita e natural?

E essa terrível falta de tempo domina nossas vidas, domina nossas atitudes, nossas escolhas e até nosso tempo. Falta tempo pra comer. Falta tempo para visitarmos nossos pais, aliás, falta tempo até para dar um telefonema e dizer que estamos com saudades. Falta tempo para ler, estudar, aprender uma língua nova. Falta tempo pra dar um beijo de verdade no seu amor, e dizer o quanto ele é importante pra você. Falta tempo pra brincar com seus filhos, contar histórias, ouvir suas dúvidas e seus medos, e falta tempo até para perceber o quanto eles crescem rápido. Falta tempo para nos divertirmos com nossos amigos e apóia-los em seus momentos difíceis. Falta tempo pra passear, conhecer lugares novos, ou simplesmente contemplar o pôr do sol. Falta tempo pra sonhar e acreditar em nossos sonhos. Falta tempo até para perceber a falta de tempo que temos.

O tempo vai passando com a mesma velocidade que sempre passou. Mas parece que cada vez ele passa mais rápido. Mas ele é o mesmo, pra mim ou pra você. E olha que coisa incrível: ele não faz distinção de sexo, raça, cor, classe social, lugar. As mesmas 24 horas que eu ganhei hoje, você também ganhou. A diferença é o que fazemos com elas.

Estranho escrever sobre o tempo, enquanto ele passa. E passa, e passa…

E passou. Agora não temos mais nossos pais para visitar, o tempo deles passou também e eles partiram. Agora são nossos filhos que não tem mais tempo pra nos visitar e nos ligar. Agora temos tempo para ler, mas não temos mais um motivo pra falar outra língua. Agora sobra tempo para os passeios, mas faltam amigos para nos acompanhar. Agora sobra tempo para beijar, amar, escrever poesias, ser romântico, mas já não lembramos mais como se faz isso. Agora sobra tempo pra sonhar, mas falta tempo pra realizar esses sonhos.

Deixamos o tempo passar, e ele levou nosso tempo.

Stella Verçosa

“Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte amor
Vamos viver tudo o que há pra viver
Vamos nos permitir” (Lulu Santos)

ampulheta

Os Cinco Sentidos

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007 by Stella

Olhe as cores, ouça o som, sinta o toque, o cheiro e o gosto do mundo. Assim saberá que ele existe. O material é tão instável, e de repente desaparece. É preciso saber ouvir, sentir, saborear, tocar. Porque os cinco sentidos cobram vitalidade.

Então você pode ouvir as vozes da natureza e ver as belezas que só estavam ao alcance dos mais ousados. Não apenas as belezas da forma, mas a beleza do que pode fazer por você.

Veja e enlouqueça com seus tons, suas nuances, com suas formas únicas.

Ouça a melodia que ele produz e desvende os segredos que ele guarda, os sons que te acalmam, a história que ele criou pra você com tão poucas palavras.

Cheira, as flores de encanto, o cheiro do campo, o aroma que emana da tua pele. Sinta seu perfume de desejo e delire com o novo.

Saboreia esse banquete, por todos os poros. Tempere seu corpo.

Toca. Ele é mais que um objeto. Conheça suas formas se delicie com sua textura. Sinta seu corpo transformar.

Toda arte passa pelos cinco sentidos. Entregue-se a eles com total intensidade, e por um momento poderá perdê-los.

(Era pra ser um trabalho da faculdade, mas ficou arquivado)

Stella Verçosa

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Acredite: Ele existe!

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006 by Stella

O Natal não é mais o mesmo! Constantemente ouço isso das pessoas, eu mesma já falei diversas vezes essa frase. Fiquei pensando o por quê e arranjei milhares de respostas pra isso. Mas a verdade é que a gente cresce e já não acredita mais plenamente em Papai Noel. Em que momento de nossas vidas ele se perdeu? Não, não foi quando descobrimos que era o Papai e a Mamãe que colocavam os presentes na árvore. Foi quando deixamos nossa fantasia de lado, o nosso lado criança, e passamos a enxergar o Natal como uma data comercial. Ah como seria bom resgatar aquele espírito de Natal que reinava em nosso universo infantil, sapatinho na janela, cartinhas com pedidos não só de brinquedo, mas de paz, de amor. Sei que aquela criança ainda vive dentro de nós, é só não deixarmos os sonhos morrerem. Vamos colocar nossos sapatinhos na janela, fazer nossos pedidos, e esperar… Talvez ele demore, porque o que desejamos hoje nem sempre pode ser comprado em loja. Mas a vida já nos ensinou que tudo tem seu tempo, e aprendemos a ter paciência, e o que é pra ser nosso, virá sempre como um grande presente, mas apenas quando estivermos prontos para receber. Acredite: Papai Noel existe!

Stella Verçosa

Feliz Natal!noel

Pessoas são anjos

sábado, 11 de novembro de 2006 by Stella

Acredito que algumas pessoas são anjos, e têm uma missão conosco. Algumas pessoas trazem sentido à nossa vida. Na vida conheci anjos que me ensinaram: A sorrir. A retribuir. A agradecer. A perdoar. Compartilhar. Dividir para multiplicar. Pensar melhor nos resultados dos meus atos. Estudar. Dar valor a tudo que tenho. Ser humilde. Esperta. Eficaz. Criativa. Comprometida. Responsável. Sonhar, sonhar e sonhar. Fazer carinho. Não ter vergonha (ainda tenho de vez em quando). Valorizar os momentos juntos. Aprender com as diferenças e conviver com elas. Não fugir na primeira dificuldade. Ver as coisas sempre pelos dois lados. Ser menos egoísta. Não valorizar tanto as coisas materiais. Ter cuidado com o que falo. Pensar no futuro, mesmo que eu não goste. Não ter medo (é tão difícil). Pensar em quem quer meu bem. Valorizar pequenos momentos. Não dizer nunca. Não prejudicar ninguém. Amar, amar e amar.

Alguns desses anjos já não fazem mais parte do meu caminho, mas um pedacinho deles sempre me acompanha.

O importante é termos Anjos…

O importante é sermos Anjos!!! E se eu puder ser anjo na vida de alguém… Com certeza uma de minhas missões já estará cumprida.

Stella Verçosa

almas

Afinidade de tom

sexta-feira, 10 de novembro de 2006 by Stella

Estive pensando esses últimos dias nesse negócio de afinidade. Pensei em quantas vezes já senti ciúmes por isso. Quantas vezes me perguntei: Por que fulana tem mais afinidade com ele do que eu? Difícil querer entender… Difícil querer aceitar… Mas o tempo nos torna mais maduros e nos obriga a enxergar as coisas como elas são e parar de fantasiar e procurar pena em ovo. E o que seria afinidade então? Nada menos que um encontro de opiniões, de gostos, de preferências musicais, profissionais, artísticas, seja lá o que for. Acontece naturalmente, sem nenhum interesse. Começa com uma troca de ideias, e assim descobrimos os “pontos afínicos”. Mas é muito mais que isso… Esse texto é de Arthur da Távola, vale a pena.

Stella Verçosa

Fragmentos de “Alguém Que Já Não Fui” (Arthur da Távola)

“Afinidade não é o mais brilhante, mas é o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. O mais independente.

Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto onde foi interrompido.

Afinidade é não haver tempo medindo a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo sobre o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial (da esperança sobre a experiência).

Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar de longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.

Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar. Ou quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

A afinidade não precisa de amor. Pode existir com ou sem ele. Independente dele. A quilômetros de distância. Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar. Há afinidade por pessoas (não seria com pessoas ?) a quem apenas vemos passar, por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos. Há afinidade com pessoas de outros continentess a quem nunca vemos, veremos ou falaremos.

A afinidade é singular, discreta e independente, porque não precisa de tempo para existir. Afinidade é adivinhação de essências não conhecidas nem pelas pessoas que as têm. Afinidade é retomar a relação do ponto onde parou, sem lamentar o tempo da separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado.”

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“Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou”

terça-feira, 7 de novembro de 2006 by Stella

Um dia você acorda decidido a mudar o rumo da sua vida. Demorei para tomar essa decisão. Mas elas precisam de tempo para amadurecer. Nós também. Deixo uma história pra trás e começo a inventar uma nova. Foi um bom tempo. Durou o suficiente e me ensinou coisas boas. De saldo: os amigos.
Percebi que tem mais gente que gosta de mim do que eu poderia acreditar. Isso é bom, me dá forças e me faz acreditar que realmente plantei coisas boas no decorrer da minha história.
A partir de agora um novo começo, uma nova etapa. A vida é um constante desafio, tenho o mundo pra conquistar… Uma longa estrada com vários caminhos… Portas se abrem, portas se fecham… Me lanço na vida e ela me leva… O futuro? Quem sabe o que nos espera! Deixo pulsar livremente cada movimento consciente de cada passo do meu trajeto… Estou seduzida pela vida e por tudo o que ela oferece… Mesmo que um dia bata momentos ruins terei forças para gritar: Pare o mundo que eu quero descer…

Stella Verçosa

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Qual o dia mais feliz de sua vida?

sexta-feira, 29 de setembro de 2006 by Stella

Todo mundo já teve um dia que considerou ser o mais feliz da sua vida. Fiquei refletindo sobre isso quando minha princesinha falou toda eufórica que havia ganhado o concurso de rainha da primavera da escola e que este era o dia mais feliz de sua vida! Voltei a memória, fiz uma retrospectiva e descobri vários dias mais felizes em minha vida. Posso até enumerá-los, mas tenho certeza que vou esquecer muitos deles.
- O dia em que o menino mais bonito da minha sala no pré-primário me escolheu pra dançar quadrilha com ele. Todas as meninas ficaram com ciúmes. (O dia mais feliz dos meus 5 anos).
- Minha formatura no Pré, dancei o Ursinho Pimpão. (O dia mais feliz dos meus 6 anos).
- Meu primeiro 10 na prova. Puxa não me lembro quando foi, mas com certeza também entra na lista dos dias mais felizes.
- A primeira vez que dancei Ballet no Teatro. A música do Charliston, com direito a calhambeque e tudo mais. (O dia mais feliz dos meus 8 anos).
- Quando ganhei minha primeira sapatilha de ponta e meu primeiro sapato de sapateado, e todas as vezes que me apresentei com eles. (Muitos dias mais felizes).
- Meu primeiro beijo de verdade. (O dia mais feliz dos meus 13 anos).
- Quando o homem da minha vida me pediu em namoro, tá certo foi pelo telefone… mas foi. (O dia mais feliz dos meus 14 anos).
- Minha formatura do colegial. (O dia mais feliz dos meus 17 anos).
- Quando o homem da minha vida me pediu em casamento e ficamos noivos. (O dia mais feliz dos meus 18 anos).
- Quando me casei, meu dia de princesa. (O dia mais feliz dos meus 21 anos)
- Quando passei pela primeira vez no Vestibular da Unesp, embora não tenha terminado o curso. (O dia mais feliz dos meus 22 anos).
- Quando aquela fitinha marcou dois risquinhos e descobri que estava grávida, aí foi uma sequência de dias mais felizes. O primeiro ultrason, a primeira vez que escutei o coraçãozinho batendo, quando começou a se mexer, quando descobri que era uma menininha. Os dias mais felizes dos meus 23 anos).
- 28/12/2000 – Quando minha princesa nasceu. A partir daí, nesses quase 6 anos, todos os dias são os mais felizes de minha vida, porque aprendi que o mais importante é estar rodeada das pessoas que eu amo. É claro que nem todos os dias são cor-de-rosa, mas onde estaria a graça?
Essa lista está um pouco injusta, porque tinha muita coisa pra acrescentar. Histórias com a família, com os amigos… Dias que com certeza ficarão pra sempre marcados como os mais felizes da minha vida.
Eles não precisam ser super especiais e inuxitados para serem dias felizes… Basta que neles encontramos força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no medo, amor nos desencontros.
O dia mais feliz de nossas vidas pode ser simplesmente quando beijamos nossos filhos, curtimos nossos pais, recebemos um carinho especial de quem amamos, e temos momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem. O dia mais feliz da minha vida será sempre hoje!

Qual foi o dia mais feliz de sua vida! Conta pra mim!

Stella Verçosa

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“Porque, é Primavera… Te Amo!”

sexta-feira, 22 de setembro de 2006 by Stella

“Aprendi com a primavera a me deixar cortar. E a voltar sempre inteira”.
(Cecília Meireles)

Hoje começa a primavera, engraçado não é… O ano é dividido em quatro fases de tempo.
Acredito que somos como o tempo, há dias de chuva e há dias de sol. Mas nos dias de chuva sempre devemos nos lembrar que não choverá eternamente.
Hoje quero desabrochar linda, como a primavera! Tenho lindas flores em meu coração. Quero uma chuva de pétalas pra que eu possa caminhar em um tapete macio e perfumado, sentindo toda a paz e tranqüilidade que só uma brisa suave é capaz de trazer.
Quero com apenas meu sorriso transformar o triste em alegre, como as flores, elas sorriem pra nós, é só a gente querer. Respire fundo e sinta o cheirinho das flores. Caminhe de encontro aos seus sonhos. Caminhe só e reflita, caminhe com alguém e vocês podem dar forças um ao outro. Confie na vida e traga a primavera para embelezar ainda mais seu coração.

Stella Verçosa

Sol de Primavera (Beto Guedes)

Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou juntos outra vez
Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar
Já choramos muito,
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
uma nova canção
Que venha nos trazer
Sol de primavera
abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor,
só nos resta aprender….
Flower of Carnage by thegirlinthebigbox

segunda-feira, 18 de setembro de 2006 by Stella

segunda

Para dançar só se precisa de alma

quinta-feira, 14 de setembro de 2006 by Stella

“Mas em um momento se vive uma vida!” Essa frase Al Pacino fala pra uma moça enquanto tira ela pra dançar no filme Perfume de Mulher. Um belo filme por sinal.

A dança sempre me inspirou. Cresci dançando. Muitas danças! Muitos sonhos! Do clássico à dança do ventre… Sinto falta disso. Quero dançar a vida toda.
Dança comigo?
Quando eu danço me livro das máscaras, deixo pra trás os medos, os compromissos, esqueço da hora.
Quando eu dançar você verá minha alma, e poderá viajar em meu interior.
Quando eu danço não importa o passado, nem o futuro, somente o tempo presente, porque quando eu danço vou muito além do tempo. O tempo não existe, ele para pra que eu viva esse momento.
Quando eu danço, mostro cada parte de minha história, mas outras vezes, minha história desaparece. Sou qualquer pessoa que eu quiser ser quando eu danço.
Quando não danço, os dias passam sem que eu homenageie mais uma vez a beleza do sol, o encanto da lua. Mas quando eu danço novamente, o corpo volta ao normal e posso sorrir.
Não tem idade pra dançar, sou uma eterna menina, no corpo de uma mãe, com a alma de criança e os desejos de mulher.
E cada momento é uma nova pista de dança onde podemos escolher o ritmo que queremos viver.

Até o fim dessa poesia quero dançar com você! Em uma sintonia perfeita de nossos corpos, onde nossos corações batem num só compasso.
Feche os olhos, deixa eu te guiar, sinta o pulsar do meu coração. Vibre. Como se dançasse nas nuvens. O Céu, nosso cenário! Brilharemos mais que as estrelas. Porque a energia quando se dança é inexplicável.

Qual será nossa dança? Será um tango, uma salsa, um bolero, uma valsa, ou será a dança apaixonada da vida?
Essa eu quero dançar, hoje e sempre.
Nenhuma dança é eterna, mas as sensações são infinitas. E a música está no ar. Viva esse momento da vida.

“Dance como se ninguém estivesse olhando”.

Stella Verçosa

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Promessas Matrimonias

sábado, 2 de setembro de 2006 by Stella

Pro dia de hoje, em que estou sem um tempinho para criar, deixo essa crônica muito interessante da Martha Medeiros.

PROMESSA MATRIMONIAIS
(Martha Medeiros)

Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento na igreja, com seus vestidos brancos e tapetes
vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre: “Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?”
Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:

- Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?

- Promete saber ser amiga e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?

- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?

- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor
conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?

- Promete se deixar conhecer?

- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?

- Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?

- Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?

- Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?

- Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?

- Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher.
Declara-os maduros.noivos1

À flor da pele não cabe no frio

terça-feira, 29 de agosto de 2006 by Stella

“Um dia frio
Um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você
E tudo me divide” (Djavan)

Não tenho nada contra a chuva, ela é até boa em um final de dia quente. Também inspira algumas histórias… Os dois se conhecem no meio de uma tempestade, ele empresta seu casaco bege pra ela e usa a maleta pra proteger sua cabeça, e juntos correm para dividir o táxi. Mas o frio… tenho uma certa aversão ao frio. O frio paralisa meus neurônios, dá vontade de hibernar e só acordar na primavera, e desabrochar junto com as flores, um novo renascer! Mas o frio tem sua beleza… Não em São Paulo, onde a poluição se acentua e a garoa deixa os dias mais tristes. Mas imagine Londres no Natal? Linda! Esquiar em Bariloche! Até mesmo se esquentar a beira de uma lareira em Campos do Jordão… O Frio é romântico… É bonito de se ver, mas não gosto de sentir. Gosto do sol, do calor, meu corpo é movido a calor, precisa dele pra se libertar. Aquele calor que faz a gente transpirar e desejar um mergulho de piscina, no mar, na cachoeira, andar descalço de manhã na grama molhada pelo orvalho… No frio apenas apreciamos a beleza da natureza, mas no calor participamos dela, sentimos toda sua textura!
Gosto da vida à flor da pele, e à flor da pele não cabe no frio.

Stella Verçosa

gelo

Minha vida tem trilha sonora

segunda-feira, 28 de agosto de 2006 by Stella

Não consigo ouvir uma música e não pensar em sua poesia. Por isso quando gosto de uma música em outra língua, corro para a internet pesquisar a letra. E quando é uma letra vazia perde o brilho, já não tem a mesma graça. É claro que uma música não se faz só com a letra, e também sou apaixonada por algumas músicas instrumentais, mas há tanta intensidade em algumas letras que somos capazes de desvelá-las e transformá-las em “Nossa Música”. A música me toca a alma… Traz recordações do passado, me faz sonhar com o futuro. A música nos leva a um mundo paralelo e somos capazes de reviver todos os tipos de momentos. Minha vida tem trilha sonora. Uma pra cada momento, talvez várias. Elas falam por mim, se expressam por mim, traduzem muitas vezes aquele sentimento que nós mesmos não compreendemos. Sim, todas as músicas que gosto, foram inspiradas em mim, tenho certeza disso! Quer me conhecer melhor? Ouça algumas delas! Muitas músicas falam muito mais de mim, do que eu mesma sou capaz.

Stella Verçosa

silenciando

Astéria na Mitologia Grega

segunda-feira, 21 de agosto de 2006 by Stella

A Grécia sempre me provocou suspiros: o romantismo das ilhas, as praias paradisíacas, o azul do mar, o encontro do Oriente e o Ocidente, a presença dos deuses, a grandiosidade dos templos, o mistério das ruínas… Comecei a gostar de mitologia grega aos 13 anos, quando precisei fazer um trabalho e ler os livros Ilíada e Odisséia de Homero. Paixão à primeira leitura. Uma obra fascinante que assusta pelo tamanho, mas que encanta a cada linha. A maior metáfora da Odisséia é que cada um pode ser o herói de sua própria história. Mas falar dessas obras merece um post especial. E hoje vou escrever a história da mitologia que fala sobre Astéria. E continuar sonhando que em breve estarei pessoalmente nesse lugar que tanto me encanta.

Stella Verçosa

Astéria

“Beleza alguma podia ocultar-se dos olhos astutos de Júpiter. Em sua procura eterna por formosuras, ele acabou por encontrar a doce ninfa Astéria.

Como se fosse mortal comum, Júpiter expressou-lhe seu deslumbramento e pediu-lhe que retribuísse a seus ardentes desejos, mas Astéria fugiu pelo vale e pelos bosques.

As folhas das árvores agitaram-se, os animais corriam sobre o rastro de Astéria, como que para despistar seu perseguidor. Camponeses e pastores pararam seu trabalho para observar a fuga daquela que os deslumbrava. Não queria aventuras a casta ninfa, preferia o silêncio das oferendas anônimas. Porém as ágeis pernas de Astéria não venciam os passos fortes de um Deus, o encontro era iminente.

À praia, usou seu recurso extremo : pelo poder que recebera dos deuses, assumiu a forma de uma codorna. Mas não tencionava voar. Ao contrário, olhou mais uma vez para o deus que se avizinhava, e lançou-se ao mar. Sobre as águas azuis foi perdendo olhos e penas e corpo de ave – afogou-se.

O Deus, entristecido, transformou-a em uma estéril ilha, sem flores nem frutos, sem vida – e lhe deu o nome de “Ortígia” – “Ilha das codornas”.

Mais tarde esta ilha receberia Latona, que daria a luz à Diana e Apolo. Este último, trazendo consigo a luz e vida, traria vida à ilha que a partir de então passaria a se chamar Delos – “a brilhante” – e se cumularia de riquezas e de glórias”.

praia ikaria

Pedaços de outros tempos

domingo, 13 de agosto de 2006 by Stella

“A imagem da criança representa a mais poderosa e inelutável ânsia em cada ser humano, ou seja, a ânsia de realizar a si próprio”. (Jung)

Muitas vezes esquecemos de permitir que a maravilha e a beleza da vida e do mundo penetrem em nossos corações. Precisamos de simples momentos para descobrirmos nossa criança interior. Aquela que corre pra praia às 6:30h da manhã e passa horas catando conchinhas e se encantando com suas diversidades de tamanhos, formas e cores. Que se diverte com uma onda fugitiva que ao invés de molhar seus pés, te molha até a cintura. Castelos de areia! Nascer do sol! Pôr do sol! A onda nunca para pra eu dormir à noite? Obrigada minha princesinha, por trazer de volta esses pedaços de outros tempos que agora gostaria de reviver…

Stella Verçosa

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Pai, saudade!

segunda-feira, 7 de agosto de 2006 by Stella

Eu lembro do meu pai quando estou alegre, quando estou triste, quando acontecem coisas boas ou quando acontecem coisas ruins. Estou sempre lembrando dele. Já faz um tempo que ele partiu, mas hoje falar dele não me traz tristeza, somente recordações. Antigas emoções. No meu coração ficou uma enorme e intensa saudade, porque não mais verei o seu sorriso e não mais escutarei sua voz. Especialmente nesses dias em que tudo se volta a homenagear os pais, é impossível não pensar nele, não querer homenageá-lo também. Saudade!

“Pai,
Me perdoa essa insegurança,
É que eu não sou mais aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu

Pai,
Eu cresci e não houve outro jeito,
Quero só recostar no seu peito
Pra pedir pra você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar”.
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Stella Verçosa

“Antes que elas cresçam”

domingo, 6 de agosto de 2006 by Stella

Desde o dia que minha filhotinha voltou das férias de um mês na casa da avó, tenho observado com grande admiração e um certo espanto seu crescimento, não só de tamanho. Muitas vezes sou surpreendida por suas frases e perguntas, ao meu ver um tanto precoces, mas que encaro com naturalidade. É incrível a plasticidade que essa geração possui em aprender e dominar coisas novas. Sua sede de conhecimento, sua exigência de se conectar ao mundo, e-mail, orkut, está aprendendo a escrever ainda, mas faz questão de responder suas mensagens. Damos espaço para que cresça, incentivamos seus sonhos e seus dons, mas também a enchemos de carinho, de amor. E assim ela vai crescendo, um dia sentirei saudades de suas cartinhas cheias de corações e beijinhos. Das apresentações emocionantes na escolinha no dia das mães. De quando dizia que eu era a mais linda do mundo. De seus abraços e pedidos de colo. Pensando em tudo isso, deixo aqui esse texto maravilhoso de Affonso Romano de Sant’Anna.

Antes que elas cresçam

“Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com o suéter amarrado na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.”

Aprendemos a ser filhos depois que somos pais…

Stella Verçosa

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“Bom mesmo é ser feliz e mais nada!”

sábado, 5 de agosto de 2006 by Stella

Felicidade… Esse talvez seja o sentimento mais difícil de se decifrar. Todo mundo busca, a todo momento, mas ninguém consegue explicar ao certo o que realmente o faz ou faria feliz. O conceito de felicidade é único pra cada pessoa, a sua felicidade não é igual a do outro. Cada um tem que buscar a sua própria. E ela é possível, e não está longe, está bem dentro de nós. Aristóteles, um dos grandes pais da filosofia contemporânea, disse que a felicidade é a maior meta do homem. O que acontece com a maioria das pessoas é que elas acreditam que a felicidade tem que ter uma representação hollywodiana, virar roteiro de filme. E isso faz com que elas passem a vida buscando grandes coisas que os deixam felizes. Mas a felicidade está nas coisas mais simples, costumamos muitas vezes ler isso nos textos de reflexão, e é a mais pura verdade. A nossa vida não é sempre um comercial de margarina. Temos nossos momentos de raiva, de dor, de tristeza, de medo. Precisamos ser sempre felizes, mas não precisamos estar sempre felizes. Sim, uma coisa é estar feliz, outra, sê-lo. Desde a Grécia Antiga, os filósofos estabeleceram essa diferença entre ser e estar feliz. Fica-se feliz com uma promoção no trabalho, com uma surpresa inesperada, com um beijo de quem se gosta, uma mensagem carinhosa. Mas para ser feliz precisa de coragem. Deixar o medo para trás e começar a transformar-se, começar a aceitar que ela está dentro da gente e em mais nenhum lugar. É conseguir conjugar o verbo ser muito mais vezes do que o ter. As conquistas que nos fazem felizes são aquelas que nos permitem crescer enquanto seres humanos. A felicidade faz parte de nossa essência, podemos transmití-la a todos que nos cercam e assim desfrutar com maior alegria nossa existência. A Felicidade é longa para quem consegue entender as pequenas felicidades.

Vou ser feliz e já volto!

Stella Verçosa

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Aprendemos mais hoje do que antes da internet?

sexta-feira, 4 de agosto de 2006 by Stella

É incrível como uma simples pergunta possa causar tanta controvérsia. Essa questão foi lançada pela professora no meio de uma aula de Estudo dos Meios. O incrível é que os mais jovens, a moçada de 18, 19 anos, que teve quase todo seu ciclo escolar amparado pela internet, afirmou com convicção que NÃO, que aprendiam mais quando passavam as tardes na Biblioteca copiando os trabalhos dos livros e passando a limpo em casa, e mais, que internet seria apenas CtrlC / CtrlV. Fiquei chocada. Meu primeiro contato com a internet foi em 1998, nessa época já havia terminado o colegial, então tenho grandes lembranças da Biblioteca Municipal. Vou exemplificar para que os mais novos entendam meu ponto de vista. Saíamos lindas e sorridentes para passar nossas tardes na Biblioteca, era até divertido, mais um pretexto pra sair de casa. Chegávamos a um balcão onde deixávamos tudo, só era permitido entrar com lápis e caderno, mas não importava, não existia celular ainda. Entrávamos devagarzinho para não assustar os presentes e logo encontrávamos a bibliotecária, uma senhora de óculos apoiado no nariz, mal humorada, parecia estar em constante TPM (se bem que esse termo também não era usado na época). Esperávamos 15, 20 min e ela voltava com uma grande e empoeirada enciclopédia “Barsa”. Ali encontrávamos tudo que queríamos e passávamos a tarde toda aumentando os calos dos dedos. E isso era apenas metade do trabalho. Faltava passar a limpo nas folhas de almaço. Alguns mais chiques datilografavam (qualquer dia, explico melhor sobre a máquina de escrever). Assim o professor podia ler apenas um trabalho, pois todos os outros utilizavam a mesma fonte de pesquisa. Era nossa única opção. Hoje, a opção do CtrlC / CtrlV é uma escolha nossa. A internet nos possibilita conhecer e saber sobre tudo, exatamente tudo. Imagine um tema qualquer, o mais esdrúxulo que você possa imaginar, tem na internet, uma coisa que seus pais passaram a vida em dúvida por falta de tempo de ir a uma biblioteca, tem na internet. Com apenas um clique você encontra uma infinidade de definições para o mesmo assunto, pode filtrá-las, compará-las, escolher a mais adequada. Está em nossas mãos, é o nosso presente e cada vez mais nosso futuro. A escolha agora é somente nossa. Podemos ser medíocres copiadores e coladores, ou podemos nos tornar ótimos pesquisadores e críticos.biblioteca

Tudo tem um começo

quinta-feira, 3 de agosto de 2006 by Stella

Não sei se há um dia certo pra se começar alguma coisa nova. Talvez na segunda-feira, como todos os regimes, talvez após a virada do ano, quando a gente faz milhões de promessas e planos para o novo ciclo que se inicia. Eu particularmente acho que só tem um dia que a gente deva começar algo novo: Hoje. Posso estar sendo piegas mas “Amanhã pode ser tarde”. E tudo que a gente acaba deixando pra depois vai perdendo a intensidade e a gente acaba deixando pra lá, arquivando em nossos almoxarifados do se. Um dia a gente vai lembrar disso e dizer: Se eu tivesse…
A ideia de criar meu blog vem de algum tempo, mas ainda não havia tomado essa decisão. Leio blogs e fico admirada com a variedade de coisas que podemos encontrar neles. A quantidade de verdadeiros escritores que o mundo está perdendo, ou não, afinal cada vez mais o mundo se conecta à blogosfera. Afirmo com grande convicção que tem muito blog melhor que muito livro por aí. E isso é que dá medo em entrar nesse mundo. Porque me cobro muito em tudo que faço. Quer dificuldade maior que criar um nome pra ele? E quando me disseram que um blog tem que ter um gênero. Como um filme, se é comédia só comédia, romance só romance. E agora? Escrevo sobre comunicação, poesias, romance, política, religião? Escrevo sobre a vida e todas as generalidades que ela me permitir criar.

Stella Verçosa

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